12 abril 2014

Love The Way You Lie - Capítulo 11 - 2° Temporada




Justin POV

  Acordei com uma puta dor de cabeça, nem sei o motivo daquilo, porque nem pra boate eu tinha ido no noite anterior. Me sentei na cama, hoje tinha trabalho e eu teria que comparecer, precisava cuidar da saúde dos meus pacientes. Cocei levemente os olhos, tentado mante-los abertos, me espreguicei, tentando criar o pouco de coragem que tinha pra levantar, tomar banho e me arrumar pra ir trabalhar. Decidi levantar logo de uma vez e abri as costinhas do quarto deixando qualquer luz do sol invadir o local que antes estava escuro. Fechei um pouco os olhos e tentei me acostumar com aquela claridade toda, mas logo me adaptei e segui pro banheiro. Fiz minha higiene matinal, incluindo um bom banho. Depois que sai da cozinha ontem a noite fui pro quarto e ouvi a conversa do casal, eles não pareciam ser nada discreto em deixar a porta aberta e conversa em um tom de voz um pouco alto. Eu vi também quando eles saíram juntos, que ótimo,ela era só mais uma vadia – a vadia que você tanto queria ter, só pra si – eu acabei dormindo e eles chegaram fazendo barulho tarde da noite, parecia que o Ethan estava mais bêbado que o normal, mas com certeza os dois foram fazer as honras de um casal, na cama. Sai do banho e fui diretamente ao closet e peguei uma calça jeans, uma blusa com uma estampa qualquer, calcei meu tênis e arrumei meu cabelo em um topete. Me encarei no espelho e sorri com o que via, um cara bonito e boa pinta. Me peguei rindo sozinho e revirei os olhos, como poderia ser tão convencido ?  Assim que ia sair do quarto, encontro com a Stancy no corredor e ela me encara com um sorriso lindo no rosto. Fecho a porta do meu quarto, e assim fui até ela.

- Bom dia, dorminhoco – ela disse rindo.

- Que hora são, pra você me chamar de dorminhoco? – perguntei colocando meu braço envolta do seu pescoço o repousando no seu ombro.

- São exatamente – ela pigarreou encarando o relógio em seu próprio pulso – onze da manhã, folgado – ela disse encarando meu braço encima do seu ombro e eu ri.

- Ainda bem que trabalho ao meio dia e meia hoje – afirmei descendo as escadas ao seu lado – Tá calmo – disse assim que paramos na sala e então eu me afastei dela.

- Claro, todos acordaram CEDO – eu ri e ela fez a mesma coisa – mais não é por causa disso, hoje todos decidiram fazer alguma coisa pra agradar Deus – eu sorri indo até a cozinha e ela me seguiu.

- Ah é mesmo? – ela assentiu se sentando no banco alto de frente pro balcão e pegou uma maçã que estava encima da mesma. Eu encarei a pia e me lembrei da noite anterior. Eu cabei rindo sozinho e ela me encarou confusa. Peguei um copo d’água e tomei junto com um comprimido pra dor de cabeça que tinha por lá.

- Do que está rindo ?  – disse mordendo a fruta que tinha em mãos – está ficando maluco? – neguei e então coloquei um bom café preto em uma xícara e me juntei a ela no banco ao lado.

- Nada, esquece – ela deu de ombros – mais então, o que todo mundo está fazendo? – disse por fim tomando um gole do café.

- Bom o Ethan resolveu acordar bem cedo, e disse que ia resolver umas pendencias que tinha por ai, Bree está tomando conta da boate, já que esse dever é seu – eu ri – mais como vai trabalhar acabou sobrando pra ela, os meninos estão em mais um deposito de drogas, as putinhas, inclusive a sua queridinha Melissa, está ensaiando algumas coisas pra hoje a noite - ela falou respirando fundo me fazendo, soltar um pequeno sorriso -  A meu Deus – ela disse largando a maçã de lado e bateu de leve sua mão na testa.

- O que foi? – perguntei confuso, terminei de tomar o resto do meu café e o deixei encima da pia.

- Eu tinha que ter rendido a Bree, quer dizer ela me ligou e perguntou se eu podia ficar na boate no lugar dela até que ela volta-se, iria resolver uma coisa, e eu esqueci da hora, fiquei aqui conversando com você – ela levantou jogando a maçã fora – ela deve está soltando fogo pelas ventas.

- Não duvide disso – disse rindo e ela me encarou seria – desculpe só estou tentando te tranquilizar, pode ter certeza – brinquei e ela revirou os olhos reprovando tudo que tinha dito.

- Estou vendo senhor Bieber – ela ironizou e eu a segui até a sala – preciso ir, beijos – ela disse me dando uma abraços rápido e um beijo no rosto.

- Calma, eu te levo – disse pra ela subindo o primeiro degrau da escada – só preciso pegar minha mochila – ela cruzou os braços.

- Não precisa  ...

- Faço questão – a interrompi antes que ela pode-se falar mais alguma coisa que me fizesse desistir disso.

- Tudo bem – ela disse se dando por vencida.

 Subi as escadas correndo e fui até meu quarto pegar minhas coisas de trabalho, ainda era um pouco cedo pra mim dar as caras no hospital. Quem sabe fazer uma visitinha as pessoas que dividem casa comigo, não seria uma boa. Peguei a mochila, fechei mais uma vez a porta do quarto e desci as escadas as presas. Encarei Stancy que se mantinha parada de costas pra escada, com a bolça nas mãos.

- Então vamos? – ela se virou pra mim sorrindo e assentiu.

- Vamos sim – ela disse e então eu abri a porta da mansão, vendo alguns seguranças na porta, os cumprimentei assim como Stancy e fomos até a minha moto – Que coisa feia hein senhor Justin – eu a encarei lhe entregando um capacete.

- O que foi dessa vez? – disse sorrindo e colocando o capacete assim como ela. Subi na moto.

- Inventando isso tudo, só pra ter mais um pretexto em ver a Amber – ela fez o mesmo que eu e por fim colocou o capacete.

- Não diga bobagens – disse rindo – eu a vejo todos os dias – ela assentiu.

- Sim, mais eu sei que gostou da ideia de vê-la outra vez – ela falou segurando minha cintura e então neguei com a cabeça reprovando aquilo, virei minha atenção para frente e assim então liguei a moto.

   Segui o caminho, passei por aquele portão enorme com todos aqueles caras armados e parados parecendo até mesmo alguns soldados de guerra. Eles liberaram a passagem para nós e então segui todo o meu caminho até a boate. Assim que paro enfrente a famosa porn sexy, Stancy desce da moto, e logo eu faço o mesmo. Ela me entrega o capacete e então eu os lago encima da moto e a sigo até a entrada da boate. Assim que entramos, vejo as meninas ensaiando algum número para hoje á noite. Mas assim que Melissa percebe minha presença, larga tudo que está fazendo no palco e me chama. Ouço Stancy ri e então eu a encaro.

- Parece que essa gamou mesmo, hein – ela disse ainda rindo e eu a mandei um olhar repreensivo, odiava o fato de ter uma puta na minha cola o tempo todo até parecia minha namorada ou sei lá o que.

- Nem brinca com isso – falei revirando os olhos, fingi não ouvir Melissa.

  Subi as escadas junto com a Stancy, indo diretamente ao escritório que supostamente era onde Bree se encontrava naquele momento. Assim que chegamos lá, vimos Amber andando de um lado pro outro da sala impaciente.

- Cuidado pra não abri um buraco – disse em um tom brincalhão, ela me encarou com uma olhar repreensivo e nada amigável.

- O que ele está fazendo aqui? – ela disse encarando Stancy – e afinal porque demorou tanto assim? – ela falou mais seria que antes, parecia nervosa com alguma coisa que ainda não sabia.

- Calma – Stancy se aproximou dela – Justin veio me trazer aqui e ...

- Agora pode ir – ela disse me encarando.

- Pra que tanta pressa? Eu gosto daqui – falei me sentando na cabeira e colocando os pés encima da mesa enorme de vidro que tinha na sala e pude a ver revirando os olhos.

- Eu devo ter feito algo de muito errado, pra ter que te aturar – ela falou bufando e eu ri.

- Vai me aturar por muito tempo, pode apostar – falei debochando.

- Parem de brigar – Stancy pediu – Bree foi mal eu demorar, mais eu acebei me esquecendo, me desculpa mesmo amiga – ela pediu apreensiva e pela primeira vez Bree sorriu, vamos dizer que não foi um sorriso largo e bonito, foi apenas um meio sorriso sem vida.

- Tudo bem, Stan – ela deu de ombros – eu só preciso sair, preciso resolver uma coisa e isso tá me deixando estressada – eu levantei da cadeira.

- Você já é estressada de natureza – falei e Bree pegou um copo de vidro que tinha encima da mesa e tacou em minha direção – Ei tá maluca? Se precisa de sanatório tenho ótimos pra te oferecer – falei sério e ela sorriu cínica.

- Não me torra a paciência, porque não estou nos meu melhores dias e já disse que tenho algo pra resolver que está me deixando maluca – ela falou passando por mim e eu recuei.

- Aii vocês dois só matando mesmo – Stancy disse batendo o pé no chão.

- Não se preocupe, já estou indo embora – eu disse dando um beijo no rosto da Stancy.

- Vai com Deus – Bree disse pegando a bolça e sorrindo cínica outra vez.

- Você hoje tá com a língua amolada, hein – disse abrindo a porta.

- Você não sabe o quanto, meu bem – eu passei pela porta e sorri malicioso a vendo nega com a cabeça me repreendendo com qualquer coisa que eu possa ter pensado.

  Sai do escritório e desci as escadas, me viro de costa e vejo a Bree fazendo o mesmo, ela passa por mim e me encara, mas logo segue em frente. Eu iria seguir também se não sentisse alguém segurar meu braços. Assim que me viro outra vez vejo Melissa na minha frente.

- Você não me ouviu? – eu senti minha cabeça latejar outra vez, e a dor de cabeça ia voltar com a Melissa me torrando os neurônios.

- Não – menti e então ela sorriu – Melissa preciso ir, estou atrasado – encarei o relógio, e pior que estava mesmo, isso que dá Justin ficar querendo provocar a estressadinha lá ai dá nisso.

- Ah tudo bem, a gente se ver a noite – ela fala colocando a ponta do dedo na boca e sorrindo maliciosa e então eu sorriu.

- Sim – assenti dando um beijo em seu rosto rápido, menos contado melhor pra mim. 

Sai da boate vendo que Bree não estava mais lá, droga. Só porque queria irrita-la mais um pouquinho? Subi na moto e fui pro meu trabalho, nada melhor que focar no que eu mais gostava de fazer – tirando transar com a Amber Miller, claro – meu trabalho, não tinha coisa melhor pra me ocupar agora nesse momento.

Amber POV

“Estava vendo algumas contas que a boate tinha, alguns lucros. Como sempre faço, aquilo era mais que normal pra mim, esse era praticamente meu trabalho aqui na boate. Ontem tinha saindo com o Ethan e o nosso jantar foi realmente maravilhoso, nós acabamos bebendo além da conta mesmo, então até que chegamos fazendo barulho em casa tarde da noite. Tenho que admitir que Ethan estava sem dúvidas mais bêbado que eu. Sim a gente acabou transando aquela noite e posso até dizer que me senti incomodada com aquilo, quero dizer, horas atrás eu estava com Justin e sentia que estava me comportando como uma puta. Mais minha relação com o Ethan era legal e a minha com o Justin era ilegal e isso me deixa maluca, porque por mais ilegal que ela seja, eu amava. Acebei deixando os papeis de lado e relaxei encima da cadeira de couro preto, apoiei minha cabeça nas costas da mesma e tentei relaxar, coisa que não conseguia a um tempo, ou melhor desde o dia que o idiota do Justin resolveu virar um de nós. Tenho que admitir que não é nada fácil convier com ele, sem contar que ele me irrita a todo momento, brigamos sempre coisa que quase não  fazíamos antes por parte dele e não por mim que vivia falando coisas feias pra ele, agora aparece que ele fazia questão de me irritar. Ele está mais sarcástico e isso me irrita profundamente. Até mesmo quando terminamos de transar ele me vem com uma piadinha e me faz ficar com raiva dele, isso me apavora saber que eu não consigo me controlar quando estou do seu lado e sinto desejos dentro de mim fora do comum, desejos que nunca senti por homem nenhum, nem mesmo Ethan que quando quer é um cara legal,como ele foi ontem. Parei de pensar em qualquer outra coisa quando vejo meu iPhone vibrar encima da mesa e então eu me despertei, pego o mesmo na mão e encaro o viso vendo escrito: desconhecido. Acabo dando de ombros e atendendo.

- Alô?

- Olá querida – disse a voz do outro lado da linha senti que em seu tom tinha um certo deboche, mas fiz pouco caso, essa voz não me era estranha, não mesmo.

- Quem é? – disse ainda confusa.

- Que coisa feia, esquecer o próprio pai – eu dei uma leve suspirada de raiva, não acredito que estava falando com aquele desgraçado.

- O que quer? – disse ríspida e então ouvi sua risada do outro lado da linha, me dando mais raiva ainda – Fala logo o que quer, caralho – disse quase em um grito.

- Tá brava, filhinha ? – perguntou debochando – Quero que me encontre – agora quem tinha rido era eu.

- Te encontrar? – ri mais uma vez – deixa eu ver, bebeu outra vez e está delirando é isso? – falei voltando a ficar seria e então o vi rosna.

- Olha lá como fala comigo – eu revirei os olhos – Quero que me encontre e pro seu desprazer estou sóbrio como nunca – escapou um riso pelo meu nariz.

- Coisa que é bem difícil, não é mesmo senhor Levi? - Fazia tempo que não o Chamava pelo nome. Levi James, esse era o nome do desgraçado que infelizmente se dizia meu pai.

- Você está bem marrenta hoje querida – ele riu – vamos ver se vai durar, essa marra toda – eu sorri cínica, mesmo sabendo que ele não veria.

- Eu não vou encontrar você, nem sei como conseguiu meu número.

- Tenho meus contatos – ele afirmou - você vai me encontrar – ele afirmou convicto mais uma vez.

- Se for pra me pedir dinheiro, tiro o seu cavalinho da chuva – afirmei mais uma vez seria.

- Não quero saber, venha me encontre endereço 106 west 73 Street, próximo ao Central Park, no restaurante Arte Café, sabe onde é? – revirei os olhos onde esse velho sabia tão bem escolher um lugar decente pra se ter uma “conversa” nada amigável pelo jeito.

- Sei sim, mas já disse que não vou – afirmei mais uma vez.

- Se eu fosse você, faria o que eu estou MANDANDO – ele falou autoritário, me fazendo bufar de raiva dele.

- Tudo bem, só isso? – ele riu.

- Sim querida, não demo... – nem o deixei falar direito,  apenas desliguei o telefone na sua cara.

Idiota! Velho babaca, quem ele pensava que era pra me mandar fazer alguma coisa? Pois bem ninguém. Casei o número da Stancy pelo meu celular e quando achei disquei o mesmo e no terceiro toque a mesma atende.

- Alô? – disse com uma voz sonolenta, ela tinha dormido outra vez depois que sair de casa? Pior que criança essa daí, viu.

- Acorda e vem me ficar na boate aqui pra mim, preciso sair – falei com pressa.

- Tudo bem, vou tomar banho e vou correndo pra boate – eu assenti.

- Okay não demore – disse calmamente dessa vez, pra que ela escutasse bem a minha frase.

- Tudo bem, até mais – ela respondeu.

- Até – ela desligou e então tirei o telefone do ouvido.

 Só o que faltava ver outra vez a cara daquele nojento na minha frente, por mim já teria morrido”

Droga! Soquei o volante pela quinta vez, assim que sai de perto da boate e segui estrada. Estava atrasada e com isso recebia a mesma ligação de mais cedo como desconhecido, deduzir ser o velho babaca, então nem atendi. Ele que se fode-se por pensar que eu não iria ao encontro dele, se bem que nem sei porque estou indo, mas vamos ver o que ele tem pra me dizer. Com certeza era dinheiro, sua cara fazer esse tipo de coisas depois de tudo que me disse naquele dia, em que estava com Justin e ele jogou tudo na minha cara, sobre a minha mãe. Aquilo me fazer triste, mas eu não seria fraca ao seu lado, não mesmo. Parei o carro do outro lado da rua, desliguei e sai do mesmo, liguei o alarme e assim atravessei a rua com minha bolça em mãos. Assim que chego no Arte Café, vejo o velho sentado em uma das mesinhas que tinha ao lado de fora. Ele encarava o relógio e olha de um lado pro outro. Me aproximei mais e parei em frente seu mesa.

- Pensei que tinha morrido, e iria me deixar em paz pra sempre – disse me sentando da cadeira em sua frente e ele riu.

- Sinto lhe informa que pro seu desprazer, eu estou mais que vivo e não vou deixar você tão cedo em paz, filhinha – ele sorriu cínico.

- Então me diga logo de uma vez o que quer, não quero perde muito tempo com você – ele fez uma cara de ofendido.

- Não vai nem pagar alguma coisa pro seu pai? – eu ri sem humor, que cara de pau.

Eu fiz um sinal para que uma garçonete viesse até nós, e assim a moça de cabelos ruivos se aproximou com um pequeno bloquinho na mão e nós escarou.

- Um cappuccino, apenas isso – disse e a mesma anotou assentindo em seu caderninho.

- E o senhor o que vai querer? – ela perguntou olhando pro velho.

- Aqui não tem nenhuma cerveja, não? – eu reviro os olhos e balanço a cabeça negativamente.

- Se você queria bebida alcoólica porque não, marcou em um botequim de quinta avenida ao invés em um café? – disse ríspida e então ele bufou e voltou a encarar a moça.

- Pode ser o mesmo que ela – ele respondeu e a mesma anotou.

- Com licença – ela disse indo fazer nossos pedidos.

Ele me encarou serio.

- Você como sempre mal educada, não é mesmo Amber, sempre – ele falou se curvando mais na mesa pra ficar mais próximo – eu errei na sua educação, você devia ter levado uns tapas quando era menor – eu ri cínica.

- Pois é mais ao invés de você me bater e me educar da sua “maneira certa” você tentava me agarrar a força – falei seria e sentindo nojo ao me lembrar daquilo – então não venha bancar o papaizinho, porque você não é – afirmei e ele riu.

- Você pega pesado – ele falou ainda rindo – é dramática – ele disse relaxando na cadeira e cruzando as pernas.

- Dramática? Ah claro, eu quase fui abusada pelo meu próprio pai algumas vezes, sorte minha que sempre chegava algum e atrapalhava seus planos e assim você nunca conseguiu nada – eu sentia nojo desse cara, ele não era meu pai, pra mim ele era apenas um pedaço de merda.

- Você fala como se só eu fosse o culpado, não é mesmo? – ele disse agora voltando a me encarar – você também adorava me provocar, vivia de calcinha pela casa, eu acho que você esqueceu que eu sou homem – naquele momento me deu uma vontade imensa de meter a mão na cara daquele filho da puta, mais eu me controlei, estávamos em público.

- Eu era uma criança, você sabe o que é isso? Eu tinha sete anos de idade, não sabia de nada, eu não tinha minha mente suja que nem a sua – afirmei mais ríspida ainda – então cala a sua boca, antes de colocar a culpa das coisas que você tinha vontade de fazer, com a sua própria filha, encima de mim – ele riu.

- Não viemos aqui pra lavar roupa suja, não é mesmo? – assim que ele disse aquilo a mesma garçonete se aproximou com os nossos medidos e ela os deixou encima da mesa.

- Mais alguma coisa? – ela perguntou.

- Não obrigada – ela assentou e saiu de perto de nós – fala logo o que quer de uma vez por todas – falei por fim tomando um gole do meu cappuccino e ele fez o mesmo que eu, mais com um sorriso no rosto.

- Bom filhinha ...

- Não me chama de filhinha – o interrompi e ele assentiu levantando as mãos para o alto.

- Tudo bem, Amber – eu sorri com empatia – bom eu ando tendo uns problemas ai – ele começou a explicar – Eu estou precisando de uma graninha e no máximo uns 5 mil dólares – eu soltei uma gargalhada inesperada o interrompendo, claro que era dinheiro.

- Você só pode estar brincando com a minha cara, não é possível – falei pouco a pouco parando de rir.

- Não, não estou – ele afirmou.

- E porque acha que eu vou te dar esse dinheiro? – agora ele abriu um sorriso maléfico que me vez até ficar assustada – eu não vou te dar todo esse dinheiro – afirmei convicta.

- Ah vai sim, filhinha – ele disse com um olhar ameaçador e então tomou mais alguns goles do seu cappuccino assim como eu, que já estava ficando tensa com aquilo – ou se não o seu “maridinho” vai descobrir sobre um tal Justin, ta lembrada? – eu engoli em seco e respirei fundo.

- Você está me amaçando – isso não tinha sido uma pergunta, controlei minha respiração pra não alterar meu tom de voz.

- Que isso, só estou tentando negociar – ele falou cínico – se não tiver conversa, ou melhor dinheiro, vou ter que fazer uma visitinha ao Ethan – ele relaxou mais uma vez na cadeira e sorriu mais uma vez, me fazendo retribuir o mesmo sorriso.

- 5 mil dólares – assenti – tudo bem, mas será apenas esses 5 mil – ele assentiu.

- Pode ter certeza que será, eu tenho outra fonte de dinheiro, só que eu andei aprontando e me castigou – ele lamentou – mais você sabe quando eu precisar – eu bufei – iriei querer ver minha filha mais uma vez.

- Por mim você poderia morres assim que saísse daqui e fosse atropelado por um carro bem doido – ele riu.

- Como me emociono com todo o seu carinho por mim, Miller – eu assenti.

- Só isso, não é? – ele assentiu – me passei o número da sua conta que eu deposito os seus malditos 5 mil – ele sorriu contente.

- Te passo por mensagem – eu levantei, tirei a carteira de dentro da bolça e tirei o dinheiro daqueles dois cappuccinos e então coloquei encima da mesa o dinheiro e peguei minha bolça – até mais filhinha – ele disse me encarando dos pés à cabeça.

- Que você suma da minha vida e nunca mais me procure, seu velho – disse saindo da frente do Arte Café e atravessando a rua, entrei no meu carro e respirei fundo. Não era possível que estava me submetendo a uma ameaça daquele infeliz, ele sabia de Justin por conta do último dia que tínhamos nos visto, quando ele me fez me sentir a pessoa mais horrível de todo o mundo. Liguei o carro e sai em direção pra casa, precisava pensar, ainda tinha que depositar o maldito dinheiro pra ele. Espero nunca mais vê-lo na minha frente.



09 abril 2014

Love The Way You Lie - Capítulo 10 - 2° Temporada





Stancy POV

  Eu estava sozinha nessa merda de boate, a Bree não tinha vindo o Justin também não, fora eles eu só tinha mesmo como amigos o Harry mesmo ele sendo meu ex nada na nossa amizade tinha mudado ele era maravilhoso, mas o mané está ocupado. E também tinha o Austin que por mais que a gente tivesse namorado, brigado, nós ainda continuávamos amigos mas eu não sabia onde ele estava. Eu acabei me sentando em um sofá pequeno que tinha no canto, longe de todo aquele barulho, peguei uma garrafinha de energético e tomei aos poucos. Eu hoje ficaria sozinha pelo visto, porque eu não ia bater papo com essas putas fura olhos e as tratar como minhas amigas. Isso não.Eu acabei ficando ali mesmo pensado um pouco sobre minha vida, só assim pra mim parar de pensar na vida complicada da minha amiga Bree e focar na minha que por sinal era bem complicada também. Eu ainda morria de amores pelo Austin, isso o mundo todo sabia, menos o babaca. Ou ele sabia e fingia muito bem, ou ele era idiota o bastante de não perceber isso. Mas ele só quer se divertir, não me deu o mínimo valor quando a gente estava junto, ele no começo era todo romântico e fofo comigo, depois que a gente começou a namorar ele mudou, não se importava com o que eu acharia de ver ele se agarrando com outra na minha frente, era grosso e assim vai. Agora ele me trata bem, como no começo de tudo, por isso que o melhor é apenas sermos amigos. Porque só assim ele me trata do jeito que eu devo ser tratada. Sem contar que ele pouco se importa comigo, quer dizer pelo que eu sinto por ele. Tomei outro gole do energético, tentando afastar meus pensamentos no Austin, talvez ele nem merece-se esse amor todo, porque a essa hora ele deve está por ai com alguma menina se pegando pelos corredores da boate ou se não no quarto mesmo.

- Droga   empurrei a mesinha na minha frente com o pé, fazendo a mesma ir pra frente e voltar.

- Ei ta nervosa ? – falando no diabo ele aparece.

- Não – respondi seca.

- To percebendo – Austin se sentou ao meu lado me fazendo revirar os olhos – porque está sozinha ? – ele perguntei.

- Porque eu quero – respondi grossa e ele bufou. Vai ver era melhor opção trata-lo mal pra ele me deixar em paz e ai eu finalmente me livra-se desse amor maldito.

- Ei não precisa ser grossa, só te fiz uma pergunta – ele falou e eu o encarei e abaixei o olhar – o que foi ? você não é assim – ele falou se chegando mais perto. Que babaca eu sou, onde já se viu tratar mal uma pessoa só porque ela não te ama da mesma maneira que você ama.

- Foi mal – disse arrependida – só raiva.

- Porque ?

- Por nada – ele sorriu.

- Serio fala o que foi ?

- Você não vai entender – virei a cara.

- Como sabe ?

- Para de fazer perguntas – ele riu – eu sei que você não vai entender.

- A gente só sabe se experimentar – eu o encarei e ele sorriu pra mim.

- Tenho medo – ele franziu as sobrancelhas.

- Medo de que ? – peguei a vodca no copo que ele tinha entre as mãos e tomei o mesmo fiz um careta quando sinto o mesmo descer garganta a baixo e Austin ri da minha cara.

- De você – respondi criando coragem.

- Porque de mim  ?

- Você é tão burro assim ? – ele gargalhou e eu acabei me contagiando com a sua risada.

- Não, Stancy – ele deixou o copo encima da mesinha que tinha empurrado – eu só queria ouvir você falando – eu mordi meu lábio inferior e o vi se aproximar ainda mais de mim, eu podia sentir o gosto da sua boca na minha apenas com aquela aproximação, mas antes que ele pudesse me beijar algo nos atrapalhou.

- Austin – ouvi Camila parar na nossa frente, assim fazendo eu e Austin nos virarmos pra ela – vem eu estava te esperando lá encima – Austin me encarou com um olhar de desculpas e eu balancei a cabeça negativamente me afastando dele.

- Pode ir – falei o encarando com um olhar de decepção – pode deixar que eu posso continuar sozinha aqui.

- N ...

- Vem logo, não ouviu ela pode ficar sozinha – Camila interrompeu ele e o puxou pra longe.

- Stancy – ele me chamou parando um pouco distante de mim a e eu virei a cara pro outro lado limpando o rosto.


Até que  Camila o puxou até os dois sumirem da minhas vistas. Babaca que eu sou não acham ? Ele tinha combinado de ir pro quarto com ela e veio aqui se passar de amigo, ia me beijar e ia voltar lá pra piranha. Droga de vida.

Jazzy POV

  Eu estava prontinha pro meu amor, ele ia vir aqui em casa pra gente namorar um pouquinho. Meu pai não se importou dele vir aqui, só não queria que isso acontece-se quando ele ou a minha mãe não estivessem em casa, sabe ele tem medo que aconteça outra vez. Eu e o Chris nem tivemos tempo pra conversar sobre isso direito. Minha mãe estava na casa da vizinha conversando, meu pai estava ajudando o Jaxon a fazer os trabalhos de escola, e eu estava mexendo o pé pra lá e pra cá, na esperança da campainha tocar logo de uma vez e ser o Chris, ele acabou nem vindo a tarde, disse que ia resolver umas coisas pro pai dele, então ele disse que passaria aqui a noite mesmo. Levantei e cruzei os braços e fiquei andando pela sala. Jaxon e meu pai ria da minha cara e eu bufava, Chris estava alguns minutos atrasados. Será que ele não ia vir outro dia ? A campainha tocou e eu sai correndo, abri a porta e deixei um sorriso enorme se abri em meus lábios assim que vejo o Chris respirando fundo.

- Amor – eu fui até ele e lhe dei um beijo, ele parecia cansado – entra – dei espaço e ele entrou, me fazendo fecha a porta – o que houve ?

- Tive que vim correndo, to atrasado não estou ? – eu assenti sorrindo, para tranquiliza-lo de que tudo estava bem – desculpa, meu pai me alugou até agora e eu tive que vir correndo pra cá – meu pai riu e nós o encaramos.

- O que houve pai ? – perguntei.

- Nada, apenas acho digno namorado da minha filha dar duro, pra vê-la – revirei os olhos.

- Oi senhor Jeremy – Chris se aproximou dele e os mesmo apertaram as mãos.

- Sem esse senhor – meu pai disse serio, ele apenas queria fazer o pai serio da história.

- Okay – Chris sorriu assentindo – E ai Jaxon – o mesmo o encarou sorrindo e Chris bagunçou seus cabelos – namoradinha nova, to sabendo – eu ri e o Jaxon revirou os olhos.

- Claro que sabe, sua namorada é uma fofoqueira – eu abri a boca chocada.

- Não sou não – falei emburrada.

- Imagina – ele rebateu.

- Ta bom parem, foco aqui Jaxon – meu pai disse a ele – e vocês dois ?  – ele nos encarou – estou de olhos bem abertos, ouviu bem senhor Beadles – Chris assentiu de imediato – certo.

- Vem vamos ficar aqui do lado de fora – puxei o Chris pra fora de casa.

Nós nos sentamos na varanda de casa, e lá tinha uma espécie de sofá, era mais um balanço acolchoado. Eu e Chris nos sentamos ali, eu entrelacei nossas mãos e ele me encarou sorrindo me dando um beijo no topo da minha cabeça.

- Seu pai não vai achar ruim, da gente ficar aqui ? – ele perguntou.

- Não, ele só não quer que a gente saia daqui – eu o encarei sorrindo.

- Poxa meus planos eram esses, te levar pra outro lugar – ele falou perto do meu ouvido me fazendo ri.

- Bobo, não posso – ele assentiu sorrindo feito um babaca – mais a gente tem que aproveitar, porque eu vou passar o final de semana todo na casa do Justin – ele arregalou os olhos.

- Final de semana todo ? – eu assenti e ele bufou – não tinha outros dias pro meu parceiro te raptar de mim, não ? – eu neguei rindo e ele revirou os olhos – tudo bem, é melhor nem contestar, Justin foi tão bom comigo da última vez que eu vi ele – ele disse rindo e eu gargalhei.

- Awwn amor, coitado de você – eu passei a mão no seu rosto.

- Ele me chamou pra ir na boate – eu o encarei seria.

- O que ? – perguntei sem acreditar.

- O Justin chamou eu e os meninos pra irmos algum dia desses em uma boate, eu nunca fui ai ele disse que era pra mim conhecer – ele disse animado.

- Mais que pena você não vai – afirmei e ele franziu as sobrancelhas em pura confusão.

- Posso saber porque ? – eu sorri cínica assentindo.

- Claro que pode! porque eu sei o que tem nessas boates que o Justin frequenta, putas, mulheres se esfregando em caras, sexo a vontade – eu o encarei – quer que eu continue ? – ele negou rindo baixo.

- Ciumenta – ele riu.

- Não é ciúmes – ele me encarou – tá é também ciúmes, mas eu não vou deixar o meu namorado ir pra esse lugar, porque quando ele voltar nem meu namorado mais vai ser, porque pegou uma puta qualquer, vai esquecer de mim fácil e sem contar que eu não admito ter chifres – ele gargalhou e segurou meu rosto beijando meus lábios.

- Para de ser boba – eu cruzei os braços – primeiro eu não vou te trair, segundo não vou te larga por conta de uma outra garota ou sei lá o que – eu ainda estava seria e ele riu.

- E a terceira coisa ? – o encarei.

- A terceira é que eu te amo, sua ciumenta – eu não pude deixar de sorri com aquilo.

   Chris segurou meu rosto e acariciou o mesmo, a distribuiu beijos pro ele todo, até chegar a minha boca e quando chegou deu vários selinhos até eu mesmo puxar seu lábio inferior, o fazendo iniciar um beijo de verdade. Ele sorriu com a minha pressa e me liberou passagem, sentia saudades dos seus lábios grudados nos meus. Eu sei que a gente se viu na escola e a gente se beijou lá, mas não pude ficar à vontade porque sempre vinha uma inspetora nos vigiar. Sem contar que fazia três dias que estava longe um do outro, quero dizer sem namorar dignamente. Nós fomos parando o beijo com alguns outros selinhos e então ele me encarou sorrindo.

- Também te amo – eu falei a ele.

- Eu já sabia – ele falou se ajeitando no balanço.

- Convencido – ele deu de ombros rindo.

- Não sei onde eu estava com a cabeça de não perceber você antes – ele falou me encarando serio.

- Eu só era sua irmãzinha, lembra – ele assentiu – você nem se importava e nem percebia o que eu sentia.

- Eu sei, fui um idiota de te considerar como irmã e fecha os olhos pro que estava na minha cara todo tempo – ele lamentou.

- Mais agora já passou – eu lhe dei um selinho.

- Então você vai quando pra casa do Justin ?

- Eu e o Jaxon vamos na sexta – disse sorrindo – sabe amor, eu estava pensando em uma coisa aqui – ele revirou os olhos. 

- O que você vai aprontar ? – eu ri.

- Só vou dar uma força – corrigi ele.

- Huum sei, o que vai fazer ?

- Eu preciso que o Justin e a Bree fiquem juntos, sabe namorem...

- Jazzy a coisa não é tão fácil assim – eu que revirei os olhos dessa vez.

- Porque não ?  eles se amam isso ta na cara – falei cruzando os braços.

- Mesmo assim, as coisas são bem mais complicadas do que se imagina – eu o encarei confusa.

- Você sabe de alguma coisa ? – perguntei e ele virou a cara.

- N-não Jazzy, não sei de nada – ele estava mentindo obvio.

- Sabe sim, tem um enigma  entre o Justin e a Bree que eu não consigo descobrir – falei emburrada – e você sabe, só não quer trair a confiança do Justin – bufei – mais tudo bem, eu descubro isso sozinha – disse decidida do que falava.

- Não vai ficar brava não é ? – eu não respondi e ele me abraçou, me deu um selinho, ele ficou me dando beijos mais eu não correspondi, ele bem que podia me falar tudo seria mais fácil – para com isso Jazzy – eu o encarei – não posso fazer isso, por mais que você seja minha namorada, e eu te ame, não posso contar uma coisa que não é minha, eu não vou trair um amigo – ele se virou e ficou olhando e então eu o encarei.

- Você não confia em mim – ele respirou fundo e me encarou.

- Não é isso, só acho que quem tinha que te contar isso era ele e não eu, não tenho nada a ver com isso, ele confiou em mim quando me contou e eu não vou trai-lo, apenas isso – ele levantou – agora se você não entende, eu não vou brigar – eu levantei.

- A gente já está brigando – afirmei emburrada.

- Porque você quer.

- Eu só quero saber o que tanto o Justin esconde sobre esse namoro ou sei lá o que, que ele teve com a Bree - disse a ele.

- Você não acha que ele tem que resolver a própria vida? – eu neguei.

- Não, eu sou irmã dele e acho que eu posso dar uma ajuda quando vejo que ele ta fazendo tudo errado – ele revirou os olhos.

- Já parou pra pensar de que ele pode querer fazer tudo errado? – eu bufei.

- Você não entende - disse dando de ombros.

- E você me entende quando eu digo que não vou trair a confiança do meu amigo? – permaneci calada – olha só nós estamos brigando por coisa tão boba e fútil Jazzy – ele disse serio.

- Chega, vou entrar – eu falei indo até a porta e ele me puxa pelo braço.

- Ei, nós não vamos acabar esse conversa de mal – eu mordi meu lábio inferior – não quero que a gente brigue, ainda mais por essas coisas bobas – ele me abraçou.

- Eu preciso entrar – falei me afastando dele.

- Jazzy – ele me chamou pelo fato de eu não ter dado o braço a torce e eu abri a porta – Vem cá – ele me puxou outra vez e eu ri pela sua insistência.

- Fala – disse ainda rindo.

- Vamos ficar bem, vai – ele pediu fofo, eu estava realmente sendo uma idiota de querer que ele me conte uma coisa que o Justin tinha confiado em falar pra ele.

- Tudo bem – disse me rendendo – desculpa, por querer que você me conte um coisa que você prometeu a ele não contar a ninguém.

- Se eu pudesse eu contaria, mas acho que se alguém tem que contar, esse alguém é o Justin e não eu – eu assenti – vai ter que entrar mesmo? – ele fez biquinho e eu dei um selinho nele.

- Não, só estava fazendo drama mesmo – eu ri e ele me encarou serio, mas logo riu.

   Eu e ele voltamos agora a namorar, quer dizer a se beijar. Não tinha mais conversa. Eu tinha sido uma imatura de achar que ele deveria me contar só porque a gente é namorados, mais antes disso acontecer ele já era amigo do Justin, e eu sei que eles se dão muito bem, mesmo depois dos socos que o meu querido irmão tinha lhe acertado, eles ainda eram grandes irmãos e eu não queria que essa amizade de anos acaba-se por minha conta. Ele estava certo se alguém tinha algo pra conta, esse alguém era o Justin e não ele. Eu que como sempre quero resolver as coisas logo, acabo atropelando as pessoas. A gente fez as passes da melhor maneira possível com uma maratona de beijos, beijos de tirar o fôlego. Claro que eu tive que conter o Chris, porque ele começou a ficar bem, vamos dizer animadinho e isso era um mal começo. Nós conversamos um pouco sobre o que tinha acontecido com a gente.

- Você foi perfeita amor – eu sorri tímida – eu nunca amei tanto fazer isso com uma pessoa como eu amei fazer com você – ele disse no meu ouvido.

- Para Chris – eu sorri – eu fico sem graça – ele riu.

- Só falo a verdade – ele disse dando de ombros.

- Pra mim também foi perfeito – eu sorri e ele me deu um selinho.

- Jazzy – Jaxon apareceu na nossa frente – papai disse que já está na hora de entrar – eu bufei e o Chris se levantou.

- Tá bom, já estou indo – disse e ele entrou dentro em casa outra vez. Encarei o relógio do Chris e eram quase meia noite, meu Deus as horas passaram e eu nem se quer reparei, Chris tinha vindo umas dez horas pra cá.

- Vai lá amor – ele me abraçou.

  Nós nos beijamos mais um pouco e então, ele foi embora e eu entrei em casa, papai já estava no quarto com a mamãe e o Jaxon era o único que estava na sala. Dei um beijo no topo da cabeça do meu bebê - ele odiava quando eu o chamava assim – ele sorriu e me deu um beijo no rosto e eu disse pra ele desligar a tv e ir pro quarto, ele fez o que eu pedi e me acompanhou, eu fui pro meu quarto e ele foi pro dele.

Depois de um tempo vesti meu pijama, me deitei na cama e fiquei pensando, eu ainda tinha que saber o que o Justin escondia. Porque ele e a Bree não admitiram antes que estavam juntos?  Por que eles vivem brigando e não se dão bem agora? porque a Bree nunca me conta a história de vida dela ? São tantas perguntas na minha cabeça que acabei pegando no sono e tentando achar respostas pra isso tudo.





05 abril 2014

Love The Way You Lie - Capítulo 9 - 2° Temporada




É engraçado ter você de novo. Engraçado e estranho. Engraçado, estranho e maravilhoso.
Eu acho que o meu amor por você fingiu morrer só pra nunca deixar de viver.


- Agora você não me escapa, baby - disse depositando vários beijos no seu pescoço a vendo se arrepiar – você gosta disso ? – sorri encostando meus lábios na pelo do seu pescoço macio e cheiroso.

- Não gosto – ela disse com uma voz falha.

- Resposta errada Miller – eu disse segurando firme sua cintura, a empurrei até a pia enorme da cozinha e ela encostou sua bunda na mesma nos fazendo parar e ela soltar um gemido involuntário.

- Não, não minha resposta é a certa, eu não gosto disso – ela disse me fazendo desabotoar seu short.

- Vamos ver se você muda de ideia, babe – ela mordeu o lábio inferior e eu a virei fazendo suas costas se chocarem contra meu peito.

    Eu levei minhas mãos até a cintura da mesma e fui subindo as mãos até chegar em seus seios, e por cima mesmo da sua blusa os apalpai com delicadeza a vendo arfa. Vamos ver se ela muda de ideia e admite logo de uma vez que fica completamente louca comigo, que eu a deixo molhada com apena alguns toques em seu corpo. Decidir provocar mais ainda, dessa vez desci uma das minhas mãos até o seu zíper e o abri todo, e coloquei minha mão dentro do seu short e assim comecei a fazer movimentos rápidos em seus clitóris a vendo gemer mais e jogar a cabeça para trás apoiando em um dos meus ombros. Pude ver a mesma se ajeitar mais para facilitar meu trabalho e sorri com aquilo, ela gostava, gostava muito, mas eu queria ouvi ela falando. A penetrei com um dedo e pude a ver soltar um suspiro junto com um gemido alto, eu mordi seu pescoço enquanto meus dedos trabalhavam lá embaixo.
Rapidamente tirei meu único dedo que a penetrava, fiz isso mais ou menos umas três vezes a ver a mesma se remexer entre meu corpo, até que tirei minha mão inteira do seu short a deixando com o gostinho de quero mais. Eu a virei pra mim e pude ver que a mesma matinha os olhos fechados e ainda suspirando, ela mordeu o lábio inferior e me encarou incrédula.

- Porque parou  ? – eu ri e ela revirou os olhos.

- Porque você não gosta disso – falei sussurrando no seu ouvido, queria provoca-la, deixa-la louca.

- Quem disse isso ? – ela falou sorrindo maliciosa.

- Voc ..

   A mesma nem se quer me deixou terminar e me puxou pelos cabelos me fazendo beija-la com rapidez.  Um beijo desejoso e feros ao mesmo tempo, era insano quando nós nos beijávamos, era como se o mundo todo não existisse pra porra nenhum, só era apenas nós dois preste a transar em uma cozinha, quarto, sala, no tapete ... em qualquer lugar. Ela era o meu combustível insano, ela era o desejo mais proibido que eu tinha. Pude ver Bree abri a boca me deixando passar livremente por toda a extensão da sua boca, que boca era aquela. Minhas mãos presas a sua cintura, lhe apertava firme até que a levantei a fazendo se sentar encima da pai agora ficando na altura ideal pra nós dois. Suas mãos percorriam sobre meus cabelos, enquanto as minhas alisavam suas coxas. O beijo parou e então nós nos encaramos e rimos, nem sei porque daquilo. Eu tirei a tolha da minha cintura ficando completamente nu na sua frente e a vi sorri maliciosa, eu fui até seu short e a Bree apoiou suas duas mãos na pia e levantou a bunda, me facilitando tirar seu shortinho que por sinal era uma tentação. Tirei o mesmo e logo me encaixei entre suas pernas , ela passou suas unhas pelas minhas costas deixando marcas, me arrepiei com aquilo, ainda mais quando sentir seus lábios tocarem meu peitoral. O que aquela mulher tinha de tão diferente das outras ? eu não consegui entender, ela amava me deixar daquele jeito. Eu estava excitado com aquela mulher seminua em minhas frente, ela estava visivelmente molhada com aquilo tudo e eu gostava de vê-la daquela maneira por mim. Eu tirei sua blusa sem aviso prévio e ela apenas ergueu os braços e eu joguei a blusa pra trás de mim, sem ver onde ela tinha ido parar. O risco de sermos pegos naquela situação era máxima, qualquer um dos seguranças poderia sentir vontade de beber água e vir até a cozinha e nós pegar nessa situação, mas a nossa vontade de um ter ao outro era muito maior que qualquer outra coisa.

    Eu levei minhas mãos até o elástico da sua micro calcinha de renda vermelha, aquilo era mais excitante ainda. Ela segurou meu membro e o apertou de leve me vendo soltar um gemido baixo seguido por um suspiro, a vendo rir baixo com aquilo eu afastei sua calcinha e a penetrei outra vez com dois dedos dessa vez a vendo apoiar as mãos na pedra de mármore da pia e jogar a cabeça pra trás. Os movimentos cada vez mais rápido, fiquei de joelhos no chão tendo a visão da sua intimidade, Amber abriu as pernas mais ainda e eu continuei a penetrado com os meus dois queridos dedos, parei tirando os mesmo e puxei a calcinha dela pela suas pernas e quando tirei a joguei no canto qualquer e encostei a boca no seus clitóris e comecei a chupa-los, fazer movimentos circulares a vendo se contorcer toda com aquilo. Eu voltei a penetra-la, agora eu fazia as suas coisas e ela estava ficando louca com aquilo tudo. Senti seus mãos puxarem meus cabelos a cada movimento dos meus dedos e da minha língua, até que ela soltou um gemido alto e eu jurava que ela estava preste a goza, então parei com tudo e subi outra vez, voltei a beija-la e a mesma suspirou entre o beijo. A puxei pra mais perto de mim e encaixei outra vez entre suas pernas. Segurei meu membro e encaixei na sua entrada e a penetrei a vendo gemer, assim como eu. Aquela mulher era gostosa, incrivelmente gostosa. Segurei sua cintura e continuei chocando nossos corpos um no outro, ouvindo o barulho dos nossos corpos de batendo um no outro em puro prazer.
Eu ia cada vez mais rápido e com força, ela era do jeitinho que eu gostava. Amber Miller tinha sido feita pra mim, não era possível. Suas mãos arranhavam meus ombros e costas.

- Ohh Bieber – ela disse entre os gemidos.

- Como você é gostosa Sta. Miller – falei mordendo o lóbulo da sua orelha.

   Ela agarrou meu cabelo, os puxando, eu não ligava pra isso. Eu fui a penetrando ainda mais forte e rápido, então ela deu mais um gemido longo assim tendo um orgamos e chegando ao seu limite pude sentir seu gozo entre meu membro e então alguns minutos depois minha vez chegou, nós dois tínhamos chegado ao clímax. Ela jogou a cabeça no meu ombro e eu passei minhas mãos nos seus cabelos lhe fazendo um carinho, o que tinha de mal eu fazer um carinho nela, não é mesmo ? . Sentia seu peio subir e descer sobre o meu que por sinal fazia a mesma coisa, a única coisa que ela tinha em seu corpo ela seu sutiã. Mais um vez eu estava totalmente entregue a ela, assim como ela estava a mim. Não, não era só desejo ali, era muito mais que isso. Tinha uma coisa que eu sentia com ela, por ela, que não sentia por mais ninguém, por puta nenhuma. Depois de recuperar o folego de ambas as partes, ela saiu do meu ombro e eu a encarei com um sorriso vitorioso.

- O que foi ? – ela perguntou se contagiando e sorrindo também.

- Pra quem disse que não gostava, até que você se animou bastante – eu disse rindo e vendo revirar os olhos.

- Babaca – ela riu – tenho que admitir – ela me encarou e eu segurei suas coxas as apertando firme – eu gosto – ela disse me fazendo sorri malicioso.

- Sempre soube – dei de ombros e então ela me afastou, desceu da pia e ficou em pé na minha frente – eu gostaria muito de ir pra outra partida – eu disse a beijando no pescoço e a vendo se amolecer sobre meus braços.

- Awwn para vai – disse praticamente rendida a mim outra vez, meus beijo percorrendo todo o seu pescoço e colo a deixava arrepiada - Ethan – eu a larguei de imediato e a encarei incrédulo.

- Ta de brincadeira né, que você me confundiu com ele ? Porra – falei indignado, aquilo tinha acabado com qualquer excitação minha, aquilo acabaria com qualquer transa ser confundido com outro .

- Ethan – ela repetiu me fazendo bufar de ódio.

- Tinha que lembrar dele porra  ? – falei com raiva, porque ele ? ela ama tanto ele assim aponto de me confundir com ele – Nossa que legal você faz sexo comigo pensado nele - disse bufando e me largando dela.

- Não idiota – ela falou pegando sua calcinha as pressas – estou querendo falar que o Ethan chegou – eu arregalei os olhos e ela estava apavorada tentando achar suas outras peças de roupas.

- Como sabe – ela veio até a mim e me entregou a minha toalha.

- Vi pela janela – me virei vendo que atrás de mim tinha uma pequena janela que dava do lado de fora e de lá você podia ver quem chegava na casa – estamos fodidos – ela falou apavorada e vestindo seu short na maior pressa possível enquanto eu enrolava a toalha outra vez na minha cintura.

- Amber – ouvi o Ethan chama-la na sala e ela me encarou com os olhos arregalados, pelos menos já estávamos apresentáveis.

- E agora ? – ela sussurrou assim que ouve os passos do Ethan saindo da sala e indo ao corredor.

- Sai pelos fundos  – ela assentiu e saiu correndo pela outra porta que tinha nos fundos da cozinha.

 Eu encarei o balcão e ainda tinha o resto de sanduíche que eu estava comendo antes da Bree chegar. Assim que ia até ele me assustei com a figura masculina na porta.

- Ta devendo Bieber ? – Ethan disse rindo pra mim.

- Porque ? – falei tenso e me sentei no banco alto e fingir está comendo aquele resto de sanduíche.

- Se assustou comigo – ele disse se encostando no balcão.

- Só não esperava te ver aqui, pensei que estava sozinho na casa – tentei parecer convincente.

- Pois é mais estava resolvendo uns problemas, mas estou de volta – eu o encarei peguei o suco que estava quente no copo e tomei -  Sabe onde está a Amber ?

- Não, como eu disse pensei que estava sozinho em casa – ele deu de ombros.

- Pra mim eu tinha ouvido conversas vindo daqui – eu engoli em seco.

- Foi mal, mas eu estava no telefone segundos antes de você chegar – dei um sorriso falso pra ele que assentiu.

- Ethan ? – o mesmo se virou pra porta assim que ouve a Bree falar seu nome.

- Onde estava ? – ele perguntou e ela sorriu.

- Estava no quarto deitada – eu prendi o riso com aquilo.

- Tudo bem – ele deu de ombro. Otário ela estava transando comigo.

- Oi Justin – Amber pareceu ser um pouco seca ao falar comigo, pra não deixar nenhuma desconfiança no ar – pensei que tinha ido com os outros.

- Não, não vou hoje pra boate – afirmei – vocês vão ?

- Não, não vamos – Ethan respondeu e Bree assentiu.

- Ethan, esse final de semana eu vou ter que ficar fora – avisei a ele que me encarou sem entender assim como a Bree.

- O que houve, vai aproveitar mais com a Melissa ? – ele disse colocando pilha e eu encarei a Bree que revirou os olhos bufando e me fazendo sorrir. Claro que Ethan pensou que meu sorriso era por conta da sua fala.

- Não, não – neguei imediatamente – ela não merece isso, aliás nenhuma delas merecem – falei sorrindo – eu quero ver meus irmãos esse final de semana – ele assentiu.

- Okay tudo bem – ele falou se afastando e indo até a porta – Vamos Amber – ele a chamou.

- Estou indo vou tomar uma água – ela disse e ele saiu da cozinha – legal – ela disse pra mim, que me levantei e fui até a pia a mesma pia que minutos atrás estava no maior amasso com a Bree e deixei meu copo e meu prato.

- O que é legal ?

- Você passar um tempo com os seus irmãos – ela falou e eu sorri.

- É eu sei – eu me aproximei dela – se quiser pode passar lá pra ver a Jazzy e o Jaxon – eu falei calmamente no seu ouvido a beijando no pescoço e pude a ver sorri antes de eu sair da cozinha e subir pro quarto.


Amber POV

   Safado, me peguei rindo sozinha depois que Justin saiu da cozinha. Ele não prestava, nos transamos na cozinha, encima de uma pia mesmo ? que loucura, ele me deixava louca só pode. Tenho que confessar que foi tenso pensar que o Ethan poderia ter nos pego no flagra, nós estaríamos mortos a essa altura, nem gosto de imaginar isso. Isso tudo foi pura sorte e não devemos contar com a sorte o tempo todo, devemos nos controlar por aqui, pelo menos aqui. Acabei nem bebendo a água, na verdade eu nem queria. Sai da cozinha indo até o meu quarto e pude ver o Ethan jogado na cama. Parei na porta do quarto e me escorei na parede o analisando, eu não posso mentir que gosto dele, eu gosto por que ele sempre esteve comigo, desde começo, quero dizer ele que me tirou da vida de merda que eu tinha. Não que essa minha vida seja a mais maravilhosa de todas agora, mas, as coisas mudaram bastante e ele fez isso acontecer. Por mais merda que ele seja, eu ainda consigo gosta dele e eu sei que ele também gosta de mim, na verdade me ama. Ele já deixou escapar da sua boca isso uma vez, tenho que admitir que eu falei que o amava também, porque pra mim eu o amava, mas não, eu não o amo. E eu só foi descobrir isso que conheci o Justin, esse sim infelizmente ( ou não )  eu amo, pra que mentir pro resto da vida pra mim mesma ? não adianta mais eu me enganar ou até mesmo mentir.

- Ei vai ficar ai é ? – Ethan disse me despertando de transe – vem cá – ele se virou e me chamou com o dedo. Eu fui até a cama e ele me puxou – sobre o que pensava ? – ele disse subindo encima de mim. As vezes o Ethan era tão bom e romântico pra mim, as vezes ele era todo grosso e machista.

- Nada de interessante – sorri e ele me beijou.

- Que tal fazemos um programa a dois hoje ? – ele falou sorrindo pra mim.

- Gostei – eu falei.

- Ótimo, vamos jantar fora – ele saiu de cima de mim – vou tomar banho – eu assenti e ele foi pro banheiro.

  Tinha que aproveitar o seu bom humor, isso era raro por aqui. Eu acabei me jogando literalmente na cama e fiquei imaginando, onde isso tudo ia parar. Será que o Ethan ia descobrir algum dia ? e eu e o Justin íamos continuar assim, se pegando ? isso ia acabar em algum lugar algum dia ? Tantas perguntas queria ter o poder de ter todas as respostas dessas. Mais infelizmente eu não tenho. Eu só preciso esperar e ver onde isso tudo vai parar.


Jazzy POV

- Mãe ligou pro Justin ? – disse assim que desci as escadas.

- Sim querida, eu acho que atrapalhei ele – ela riu um pouco e eu a encarei confusa.

- Atrapalhou como ? – eu disse rindo mesmo não sabendo o porque. Me sentei no sofá ao lado dela a mesma estava vendo novela. Meu pai e Jaxon tinham ido a praça juntos.

- Eu acho que ele estava com alguma mulher, por lá – ela disse desconfiada – eu não acho tenho certeza – eu ri.

- Bem capaz mesmo – falei ficando sério e percebendo que o Justin poderia está com alguma outra mulher e ela poderia até ser sua mais nova namorada e isso eu não queria, Justin tinha que ficar com a Bree – ele não disse quem era ?

- Não, porque ?

- Por nada – respondi e ela sorriu achando que eu estava com ciúmes de irmã, mas não era isso, só queria ele com a Bree – Mãe se o Justin namora-se o que a senhora iria achar ?


- Ótimo só assim ele fica quieto – é seria ótimo até a senhora descobri de quem se tratava, porque minha mãe tinha descoberto sobre a Bree e ela não gostava de saber o Justin se encontrava com uma mulher que era complicada e bla bal bla. Eu levei minha atenção pra novela e minha mãe fez a mesma coisa, não queria ficar falando isso, ela acharia que Justin estava namorando e não queria contar nada pra família. 

02 abril 2014

Love The Way You Lie - Capítulo 8 - 2° Temporada



Por mais distante que você possa está de mim algo me leva até você e eu me sinto um bobo, idiota ao seu lado. Estranho ter que ouvi meu coração gritar por você outra vez, por mais feriado que ele está, ele só consegue querer você aqui do meu lado 

Amber POV 

  Depois de um tempo descansando da longa noite que eu tive praticamente em claro, porque eu e Justin fomos dormi quatro da manhã e ele me fez acordar as cinco e meia, mesmo eu não querendo ele fez acordar mesmo assim. Eu tinha acabado de acorda ainda estava na cama deitada, tentando criar forças pra sair de cima dela. Me espreguicei vendo Ethan entrar no quarto bufando e jogando a chaves do seu carro encima da cama, ele foi no banheiro de lá voltou pro quarto sem camisa.

- Aconteceu alguma coisa ? - perguntei a ele sem entender aquela movimentação apressada dele.

- Sim, como sempre esse drogados do caralho mexendo no que é meu - ele falou indo pro closet.

- O que houve, pode me explicar direito ? - me levantei da cama e fui até a porta do closet e me escorei na mesma.

- Eu estava indo na outra boate por conta que estava desconfiando que tinha gente me passando a perna e vendendo outra drogas no meu território não era ? - eu assenti - então, estava certo, tem vagabundo vendendo outro tipo de droga lá, estão querendo lucra as minhas custas - ele riu sem humor - mais vão se ver comigo - ele vestiu outra blusa e passou por mim com pressa.

- Por isso está essa pilha de nervos ?

- Sim, eu vou ter que ir lá - ele se aproximou de mim - como tá seu braço ?

- Tá melhor - ele me deu um selinho.

- Se sentir alguma coisa fala com o Justin - eu assenti - agora eu vou lá resolver esse probleminha - eu assenti.

- Vou ter que ir pra boate hoje ?

- Talvez, não sei se vamos hoje - ele se virou pegando as chaves que antes ele tinha jogado encima da cama.

- Porque ?

- Estou sem saco pra boate hoje, preciso pensar em umas coisas - ele falou serio.

- Tudo bem - dei de ombros e ele saiu do quarto.

  Eu fui até o banheiro e me encarei no espelho como estava horrorosa, cabelos arrepiados, olheiras por baixo dos meus olhos indicavam que não tinha dormido nada essa noite. E não tinha mesmo. Acabei decidindo em fazer um coque no meu cabelo e assim fiz, me vendo ficar bem melhor que antes. Joguei uma água no rosto e sequei o mesmo com uma toalha de rosto que ficava ao lado da pia. Voltei pro quarto, e quando chego lá me encaro no espelho estava com uma roupa confortável uma blusa grande, não era do Ethan eu tinha comprado ela em um numero maior já pra isso, dormi com ela era mais confortável sem duvidas. Fui até o criado mudo e assim que ia pegar meu celular, sinto alguém me envolver por trás. Aquele cheiro era mais que familiar, sentir um beijo no meu pescoço e assim me viro dando de cara com o Justin.

- Sentiu saudades baby ? - ele disse sorrindo cínico.

- Você é maluco é ? - disse me afastando dele e fechando a porta do quarto.

- Prefiro a porta também fechada - ele se aproximou outra vez me imprensando na porta do quarto - então não respondeu, sentiu saudades ? - eu ri.

- Você é maluco - ele riu assentindo - nem deu tempo de eu sentir - disse respondendo sua pergunta.

- Huum - ele molhou os lábios e segurou minha cintura - que tal a gente ...

- Nem pensar - o interrompi - aqui não dá, tem muita gente na casa e você nem deveria está aqui - disse e ele sorriu.

- Já imaginou transarmos na cama do Ethan ? - ele riu me largando - seria engraçado - ele me encarou.

- Fantasias Bieber ? - perguntei rindo e ele se sentou na cama.

- Talvez - ele respondeu tranquilamente.

- Você não deveria está ajudando o Ethan agora ?

- Falou certo deveria, mas eu acabei de chegar do hospital.

- Tudo bem - falei passando por ele e o mesmo me encarou de cima a baixo.

- Essa blusa fica tão sexy em você - ele falou malicioso.

- Eu sei é do Ethan - disse sorrindo cínica, claro que a blusa não era dele, só queria provocar um pouquinho ele acha que vai querer me tratar como trata as putas dele ? ta muito enganado Bieber, muito enganado.

- Foda-se não perguntei se era dele - ele disse grosso.

- Babaca - falei seria indo até a porta - sai do meu quarto - ele continuou sentado na cama e eu bufei - sai Justin.

- Você acha mesmo que vou te obedecer, Miller ? - ele riu - não vou pode tirando seu cavalinho da chuva.

- Ou sai ou eu grito - ameacei e o mesmo riu.

- Grita ? - ele riu mais uma vez - vai grita o que ? '' ele estava querendo me estuprar, socorro '' - ele balançou as mãos no alto me imitando.

- Como adivinhou que eu iria gritar isso ? - sorri cínica pra ele.

- Sua cara fazer, mas olha relaxa que se você gritar isso eu confirmo - eu o encarei confusa - afinal eu quero mesmo você, sem contar que você também quer, então isso não vai ser um estupro - ele falou caminhando em minha direção e me empresando na parede.

- Bree.. - ouvi a porta se abrir e meu coração pular pela boca em questão de segundos, empurrei o Justin da minha frente vendo a Stancy, respirei aliviada e o idiota do Justin ainda mantinha sua mesma postura de antes - você estão ... - ela riu me fazendo revirar os olhos - essas coisas você não me conta né - ela me encarou e sorriu pro Justin.

- Você me deu um susto - fugi do assunto.

- Claro se fosse o Ethan vocês estariam fodidos - ela falou se sentando na minha cama.

- Obrigado por deixar isso claro - Justin falou sorrindo.

- Então vocês dois voltaram ?!

- Nã... - eu tentei responder.

- Sim! - Justin me interrompeu.

- Sim ou não ?

- Sim - respondi agora bufando.

- Que fofo - Stancy está maluca ou o que ?

- Não tem nada de fofo nisso - Justin falou rindo - muito pelo contrário - ela revirou os olhos.

- Quero só ver até quando vão ficar nessa - ela rebateu.

- Como assim ? - perguntei.

- Vocês sabem do que eu estou falando - ela levantou.

- Vou embora - Justin falou passando pela porta.

- Isso foge mesmo - Stancy disse a ele - e você também vai fugir ? - ela me encarou.

- Talvez - sorri dando de ombros.

- Vocês estão de volta Bree, e ele tem um pé atrás com você, ele não vai ser como antes. Não vai te tratar como antes, sabe o que ele quer ? que você demostre o seu verdadeiro sentimento, mas você acha que ele tem que dar o braço a torce primeiro, assim como ele acha que você tem que ser primeira a fazer isso. Nenhum dos dois se rendem ai complica - ela falou dando sermão.

- Stancy ... - só apenas comecei a falar, mas não tinha nada mais pra terminar aquela frase.

-Para você não tem nada pra me falar - ela abriu a porta - se eu fosse você começava a agir - ela falou saindo do meu quarto.

 Agir ? o que ela quer que eu faça, me jogue encima dele e fale que eu o amo ? loucura isso. Eu acabei me setando na cama e pensando sobre isso, mas não tinha chegado a lugar nenhum. Então procurei uma roupa, quando terminei de me arrumar, sai do quarto vendo a porta do quarto do Justin aberta e ele estava lá com a Melissa ela estava sentada na sua cama e ele estava de frente pra ela. Filho da mãe, não conseguiu nada comigo, foi correndo pra puta. Ele me encarou com um sorriso debochado nos lábios me fazendo ferver de raiva - cara de pau - pensei, eu sorri cínica pra ele e pra piranha que fez questão de puxar Justin pra mais perto dela.

- Oi Bree - Justin falou cínico, viado. Se eu tive-se uma arma aqui ele não teria mais vida.

- Olá - falei entredentes tentando não passar nenhum dos meus sentimentos pra eles.Logo sai dali antes que eu mata-se ele.

Justin POV 

    Por dentro eu ria muito, a cara da Bree quando me viu com a Melissa foi a melhor. Ela precisava disso um pouquinho. Melissa estava aqui no meu quarto por conta própria, porque eu não tinha chamado-a pra cá, mas já que ele tinha vindo, não me custava nada tirar ela do cio, mesmo eu quero que no lugar tive-se a Bree. Agora eu entendo homens gostam de mulheres difíceis, isso deixa mais emocionante não essa que se jogam no nosso colo sem esforços nenhum. No caso da Melissa. Nem preciso falar que a gente acabou transando não é ? pois bem, foi exatamente o que aconteceu, nada de diferente. Sem sentimento algum, puro desejo sexual, nada mais. Mas pra ela a coisa estava ficando cada vez mais seria, até queria que eu tive-se uma conversa com o Ethan pra deixa-la ser minha '' puta particular '' isso só podia ser brincadeira dela, não era possível. Ela disse que se eu pedi-se o Ethan deixaria, porque eu era o '' braço direito '' dele agora. Vai ser que é por isso o Scott não vai com a minha cara, porque antes de eu chegar,ele que era.  Acabou que depois de um tempo transando com a Mel, acabei me satisfazendo e me cansando daquilo, aquela mulher tinha um fogo que não acabava nunca, mas eu só queria descer e ver a cara que a Bree estava, talvez de raiva por assim de ter saído do seu quarto, fui logo comer a rival dela, na verdade a Melissa que pega no pé, isso todos sabem. Eu levantei da cama e vesti minha boxe jogada no chão, eu encarei o relógio e vi que eram sete da noite, hora da Mel ir pra boate, só assim ela me deixa um pouco em paz.

- Ta na hora de você ir - disse jogando as roupas dela encima da mesma.

- Nossa não podia ser um pouco mais delicado - ela falou pegando a roupa e vestindo.

- Na verdade não - falei serio - quando sair fecha a porta - falei indo até o banheiro.

- PODE DEIXAR - ela gritou arrogante.

  Eu apenas fingir que não tinha ouvido nada e fechei a porta do banheiro, me despi e entrei no box. Liguei o registro na água morna e assim tomei meu banho, alguns minutos depois ouvi a porta do meu quarto batendo e deduzi que a Melissa já tinha metido o pé. Terminei meu banho e me enrolei na toalha, sai do banheiro, passei a mão nos meus camelos tirando o excesso de água que tinha nele, fui até o meu celular e peguei o mesmo em minhas mãos. Sai do quarto indo pra cozinha assim mesmo apenas de toalha na cintura, as vezes eu esquecia que não morava sozinho, mas foda-se. A essa hora geral já tinha ido pra boate, então estaria sozinho aqui talvez. Eu estava com fome e ultimamente minha comida era besteiras e minha bebida era vodca, uísques, cigarros e eu precisava comer algo. Então do jeito que estava desci vendo Jessie e Lola no sofá esperando as outras para irem pra boate, ela me encararam mordendo os lábios e eu ri. Safadas, eu tinha pegado elas um vez, a maioria das vezes pego a Melissa e isso já está complicando minha vida. Preciso rever meus conceitos e ver melhor o que tenho ao meu redor. Eu terminei de descer as escadas e elas não pararam de me encarar, eu apenas dei de ombros, talvez porque nenhum cara daqui tenha descido apenas com uma toalha enrolada na cintura, com o corpo com algumas gotas d'água escorrendo pelo mesmo. Vi Bree chegar na sala com um copo de água na mão e quando ela me encara deixa o mesmo cair no chão, e eu começo a ri por dentro claro, as meninas encaram ela estranhamente e a mesma se recompõe.

- Tropecei - ela se justificou fazendo as meninas assentirem.

- Dever ter sido em algo enorme - retruquei sorrindo cínico apenas pra que ela vi-se. Ela me deu o dedo do meio fazendo uma cara nada boa.

- Vamos meninas - Ouvi Austin dizer a elas e então eu fui até a cozinha - Bree você vai agora ? - ele perguntou pra mesma que ainda se maninha no mesmo lugar.

- N-não eu vou limpar isso aqui - ouvi ela falar eu ri baixo.

- E você Justin ? - ele disse alto o suficiente pra que eu ouvisse.

- Vou comer alguma coisa, depois eu vou - eu jurava que essa minha frase tinha caído no segundo sentido.

- Huum sei bem - Austin disse sacando a minha frase - bom vamos - ele disse pra outras - só tem os seguranças do lado de fora qualquer coisa só chamar - Vi Bree assenti. Então aqui dentro estava só eu e ela ? bom saber disso.

 A porta principal foi fechada por eles que saíram e a Bree apareceu na cozinha com uma par cheia de cacos de vidro.

- Precisa se controlar mais, Baby - falei sorrindo e mordendo o meu sanduíche.

- Vai a merda - ela respondeu jogando os cacos no lixo e eu ri tomando o meu suco.

- Ficou toda nervosa, só por causa que estou do toalha ? não sabia que tinha esse poder sobre você - falei provocando ainda mais, continuava comento minha refeição e ela parou na minha frente.

- Você não tem esse poder sobre mim - ela respondeu seria - eu tropecei eu já falei - ela falou me fazendo rir.

- Já disse que amo quando você mente pra mim ? - eu continuei rindo pra ela - mais tudo bem, relaxa isso fica entre a gente, assim como o que a gente fez ontem na cabana - falei levantando e sussurrando no ouvido dela. Assim que ia puxar pra mais perto de mim, meu celular começa a tocar encima do balcão. Droga!

- É melhor atender - ela encarou o visor da meu celular - sua mamãe - ela riu.

 Eu peguei o telefone e atendi:

- Oi mãe - falei sorrindo, estava com saudades da minha velha.

- Filho - jurei que ela tinha sorrido da mesma forma que eu sorri quando atendi - como você está ? - Bree se afastou de mim, mas eu a segurei pela cintura.

- Estou bem, e a senhora ? - sorri pra Bree quando vejo que a mesma tenta se soltar de mim, mais não consegue.

- Estou bem, mesmo tendo um filho que nem se importa coma mãe - ela disse dramática como sempre dona Pattie.

- Para vai mãe, eu estava sem tempo apenas isso - falei a ela. Ouvi Bree dar um gritinho tetando se desgrudar de mim e falar baixo '' dá pra me largar ? '' eu neguei com a cabeça e tampei a boca dela, eu equilibrava o celular entre o ombro e a orelha, isso deixava minhas duas mãos livres, pra segurar a mesma e tampar a sua boca.

- To atrapalhando alguma coisa ? - minha falou um pouco assustada - É acho que atrapalhei você com alguma ...

- Não mãe, não atrapalhou nada não - eu encarei a Bree a repreendendo por ter gritado e ela bufou e parando de se debater contra mim.

- Hum sei - eu ri - conheço os filhos que tenho - ela falou me fazendo prender o riso.

- Tudo bem mãe - ela riu sabia que aquilo era um tipo de '' sim, você venceu. A senhora atrapalhou '' .

- Desculpe - ela falou - Não vou demorar, só liguei pra saber como você está ? o que anda aprontando e Jazzy me contou que ela e Jaxon vão passar o final de semana na sua casa.

- Como disse estou ótimo mãe, pode apostar - encarei Bree sorrindo malicioso e a mesma revirou os olhos sorrindo - Não estou aprontando nada - só tinha roupado uma carga, tinha roubado uma joalheria, estava vendendo droga ilegal, porte de armas, e comandando uma boate de prostitutas - Sim eles vão passar o final de semana comigo, estou com saudades deles - eu sorri.

- Okay então meu filho, vou deixar você em paz e '' sozinho '' - eu e ela rimos - tchau, fique com Deus.

- Tchau mãe a senhora também - nós dois desligamos o telefone.

 Joguei o telefone na bancada segurando a cintura da Bree com a duas mãos, fazendo juntar nossos corpos e então eu cheguei bem perto da sua boca.

- Agora você não me escapa, baby ...